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quinta-feira, 7 de março de 2013

O fascínio das musas Ultima parte


 

Mona Lisa (ou La Gioconda) é uma famosíssima obra de arte feita pelo italiano Leonardo da Vinci. O quadro, no qual foi utilizada a técnica do sfumato, retrata a figura de uma mulher com um sorriso tímido e uma expressão introspectiva.

Em 1516, Leonardo da Vinci levou a obra da Itália para a França, quando foi trabalhar na corte do rei Francisco I, o qual teria comprado o quadro. Depois disso, a obra passou por várias mãos, chegando até mesmo a ser roubada. Napoleão Bonaparte, por exemplo, tomou a obra para si. Em 1911, a obra de arte foi roubada pelo italiano Vincenzo Peruggia, que a levou novamente para a Itália. Peruggia pensava que Napoleão havia tomado o quadro da Itália e levado para a França, assim desejou levar novamente a obra para sua terra natal.

Uma das grandes discussões no meio artístico é sobre a mulher representada no quadro. Muitos historiadores acreditam que o modelo usado no quadro seja a esposa de Francesco del Giocondo, um comerciante de Florença. Outros afirmam que seja Isabel de Aragão, Duquesa de Milão, para a qual da Vinci trabalhou alguns anos. Para Lillian Schwartz, cientista dos Laboratórios Bell, Mona Lisa é um autorretrato de Leonardo da Vinci. 


Essa talvez tenha sida a única musa que não tenha se envolvido românticamente com o pintor ou que não tenha sido relacionada a nenhum caso amoroso conhecido e por mais incrível que pareça é também a mais valiosa de todas.
até o próximo post...

quarta-feira, 6 de março de 2013

O fascínio das musas - quinta parte






Se algumas musas possuíram uma longa e sofrida, vida esse não foi o caso da italiana Simonetta Vespucci. Casada com Marco Vespucci, primo do navegador Américo Vespúcio, Simonetta foi eleita a “Rainha da Beleza” de Florença e colecionava admiradores pela cidade. Musa do Renascimento, Vespucci foi modelo de diversas obras do pintor Botticelli, como “Retrato de uma mulher” e “Primavera". Um assunto que gera inúmeras e controversas opiniões é se Vespucci foi a inspiração para o famosos quadro “O nascimento de Vênus”. Diz-se que o último pedido de Botticelli foi que ele fosse enterrado aos pé de “La Bella Simonetta” na Igreja da família Vespucci, o Ognissanti. O que reforça a tese de que o pintor também se encantou pela bela Simonetta.

 

Amantes, esposas ou amigas. Incentivadoras ou controladoras. Únicas ou múltiplas. Vítimas do amor ou de interesse. Não há um modelo-tipo da musa inspiradora ou do relacionamento com seu gênio criador, mas, felizmente para nós, a intensidade das relações ultrapassava o âmbito pessoal e se materializava em admiráveis obras de arte.

Até o próximo post...

terça-feira, 5 de março de 2013

O fascínio das musas - quarta parte









Outra representante das “musas de vários artistas” é Elizabeth Siddal. Lizzie, como era chamada, encantou a Irmandade Pré-Rafaelita, composta pelos artistas Dante Gabriel Rossetti, William Holman Hunt e John Everett Millai. Porém, quem mais a tomou como musa dentre eles, chegando a impedir aos poucos que Siddal posasse para os outros artistas, foi Dante Rossetti. Rossetti a retratou em inúmeras obras, até que Lizzie, ficando doente e viciada em ópio (presente no láudano, utilizado como remédio) foi perdendo aos poucos a beleza tão admirada pelos pré-rafaelitas. Aos poucos, o artista a substituiu por outras modelos. Apesar disso, Elizabeth Siddal e Rosseti se casaram e permaneceram juntos (mesmo com as inúmeras traições dele) até à morte dela. Diz-se que, após a morte de Lizzie, Rossetti se arrependeu muito do tratamento dado a sua musa.











Até o próximo post...

segunda-feira, 4 de março de 2013

O fascínio das musas - terceira parte









Se Picasso foi o gênio de várias musas, Alma Mahler-Werfel foi a musa de vários gênios. Filha de um pintor de paisagens e de uma cantora, Alma esteve sempre envolvida no mundo da arte, frequentando os jantares oferecidos aos artistas em sua casa. A austríaca foi mulher de expoentes das diversas artes: seu primeiro beijo foi em Gustav Klimt. Casou-se com o compositor Gustav Mahler, que trocou depois pelo arquiteto alemão Walter Gropius e pelo poeta Franz Werfel, além de ter tido um caso com o pintor Oskar Kokoschka. Ficou conhecida como a menina mais bonita de Viena ou, noutra perspectiva, como femme fatale, expressão talvez mais apropriada a suas conquistas amorosas.




sexta-feira, 1 de março de 2013

O fascínio das musas - segunda parte



Se o trabalho de Picasso foi influenciado por suas diversas musas, uma reinou soberana na obra de Salvador Dali. Gala Éluard (Elena Ivanovna Diakonova, seu verdadeiro nome), russa, dez anos mais velha que o artista catalão e ex-esposa do poeta surrealista Paul Éluard. As teorias a respeito da influência de Gala na vida e no trabalho de Dali vão além de apenas uma musa inspiradora para alguns quadros. Sugere-se que Gala foi fator determinante no sucesso de Dali, ao incentivar que ele desse voz e investisse em sua “loucura genial”. Gala, além de musa inspiradora, era também responsável por administrar suas finanças, o que, segundo consta, fazia com mão-de-ferro...



 Até o próximo post...





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O fascínio das musas - primeira parte


                                                                        Pablo Picasso, "Jacquelines com Flores".

Um belo quadro com uma bela mulher. Ao se admirar uma obra de arte muitas vezes não se imagina a complexa gama de relações que envolveram o autor da obra e a inspiradora da criação. Relacionamentos conturbados, ciúme, traições. Um misto de admiração, amor, interesse e dependência que resulta em magníficos trabalhos. Parece ser essa a essência dos relacionamentos entre os gênios da arte e suas musas.

Engana-se quem acha que um artista precisa de uma única e exclusiva musa para inspirar sua criação. O pintor espanhol Pablo Picasso teve a vida permeada por diversas musas - há mesmo quem diga que seu trabalho pode ser dividido em fases de acordo com a inspiradora do momento. Fernande, Eva, Olga, Marie-Thérèse, Dora, Françoise e Jacqueline foram as sete musas (ou as principais) com as quais Picasso se relacionou. Segundo Dominique Dupuis-Labbé, curadora do Museu Picasso em Paris, Fernande Olivier, a primeira, “mesmo sem influenciar diretamente a obra do artista, foi ela quem lhe proporcionou a estabilidade para fazer a transição entre a chamada fase azul (1901-1904), caracterizada pela tristeza, miséria e morte, e a fase rosa, mais lúdica e alegre, repleta de figuras circenses”. Eva, o grande amor; Olga, a ciumenta; Marie-Thérèse, a amante; Dora, a politizada; Françoise, a esquizofrênica; e por fim Jacqueline, aquela que foi sua musa nos últimos anos, retratada em diversos trabalhos e que, dizem, mantinha uma veneração quase doentia pelo artista, o que a levou em 1986 ao suicídio. A história da relação de Picasso com suas musas mostra como a adoração que ele lhes dedicava era recíproca. Relacionamentos complexos para um gênio também complexo.




Pablo Picasso, "Retrato de Jacquelines".